A redução da maioridade penal é um tema que divide opiniões e gera intensos debates no Brasil. Conforme o advogado especialista, Carlos Alberto Arges Junior, atualmente, a Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ou seja, não podem ser responsabilizados criminalmente como adultos. No entanto, diante do aumento da criminalidade envolvendo adolescentes, muitos defendem a redução da maioridade penal como uma solução para o problema.
Neste artigo, vamos explorar os argumentos a favor e contra essa medida, além de analisar seus possíveis impactos sociais e jurídicos.
Quais são os argumentos a favor da redução da maioridade penal?
Os defensores da redução da maioridade penal argumentam que a medida é necessária para combater a impunidade e aumentar a sensação de segurança na sociedade. Eles afirmam que, em muitos casos, adolescentes cometem crimes graves, como homicídios e roubos, mas não são punidos de forma proporcional à gravidade dos atos e para esses grupos, a redução da maioridade penal seria uma forma de garantir justiça às vítimas e desincentivar a participação de jovens em atividades criminosas.
De acordo com o Dr. Carlos Alberto Arges Junior, outro argumento é que a atual legislação, que prevê medidas socioeducativas para menores infratores, não seria suficiente para reabilitá-los ou prevenir a reincidência. Segundo essa visão, a redução da maioridade penal poderia servir como um “choque de realidade”, mostrando aos jovens que atos criminosos têm consequências graves. No entanto, críticos questionam se essa medida realmente resolveria o problema ou apenas transferiria o foco para o sistema prisional, já superlotado.

Quais são os argumentos contra a redução da maioridade penal?
Os opositores da redução da maioridade penal argumentam que a medida não resolve as causas profundas da criminalidade, como a desigualdade social, a falta de acesso à educação e a exclusão de jovens em situação de vulnerabilidade. Para eles, a solução não está em punir mais, mas em investir em políticas públicas que ofereçam oportunidades reais de desenvolvimento para os adolescentes.
Outro ponto levantado, segundo o doutor Carlos Alberto Arges Junior, é que a redução da maioridade penal pode criminalizar ainda mais a juventude, especialmente os jovens negros e pobres, que já são os mais afetados pela violência e pelo sistema penal. Estudos mostram que a maioria dos adolescentes envolvidos em crimes vem de contextos de extrema pobreza e exclusão social, o que reforça a necessidade de abordagens mais amplas e preventivas, em vez de medidas punitivas.
Quais seriam os impactos sociais e jurídicos da redução da maioridade penal?
A redução da maioridade penal teria impactos significativos no sistema jurídico e na sociedade como um todo. Do ponto de vista jurídico, a medida exigiria mudanças na Constituição Federal e em outras leis, além de demandar adaptações no sistema de Justiça e no sistema prisional, o que poderia gerar custos adicionais e sobrecarregar ainda mais as instituições, que já enfrentam desafios como a superlotação e a falta de recursos.
Socialmente, a medida poderia aprofundar as desigualdades e estigmatizar ainda mais os jovens em situação de vulnerabilidade. Para o advogado Carlos Alberto Arges Junior, em vez de reduzir a criminalidade, há o risco de que a redução da maioridade penal aumente a violência e a exclusão social, criando um ciclo difícil de ser rompido. Além disso, especialistas alertam que a medida pode desviar a atenção de políticas públicas eficazes, como investimentos em educação, saúde e programas de inclusão social.
Por fim, a redução da maioridade penal é um tema complexo e polêmico, que envolve questões sociais, jurídicas e éticas, frisa Carlos Alberto Arges Junior. Embora muitos defendam a medida como uma solução para o aumento da criminalidade, é importante considerar seus possíveis impactos negativos, como a superlotação do sistema prisional e a criminalização da juventude. A discussão sobre a redução da maioridade penal deve ser feita com cuidado, levando em conta não apenas a segurança pública, mas também os direitos e o futuro dos jovens brasileiros.
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