De acordo com a Dra. Gilmara Tomadoce, a velocidade é um dos aspectos mais desejados no esporte, especialmente em modalidades que exigem desempenho máximo em um curto período de tempo, como o sprint. No entanto, alcançar a velocidade ideal não depende apenas do treinamento, mas de uma série de fatores fisiológicos que desempenham papéis cruciais no desenvolvimento e no desempenho de um atleta.
Veja aqui que compreender como a fisiologia afeta a velocidade é fundamental para otimizar o desempenho atlético e prevenir lesões.
Quais fatores genéticos influenciam a velocidade no esporte?
A genética desempenha um papel significativo na capacidade de um atleta para atingir altas velocidades. Fatores como a composição muscular, a quantidade de fibras musculares do tipo II (as fibras de contração rápida) e a eficiência do sistema cardiovascular podem ser herdados geneticamente. Como menciona a fisioterapeuta Gilmara Tomadoce, atletas com uma predominância de fibras rápidas tendem a ter um desempenho superior em atividades que exigem explosão, como o sprint.
Embora a genética tenha um impacto importante, ela não é o único fator determinante. Mesmo atletas com uma constituição genética favorável ainda precisam passar por treinamento adequado e adaptativo para otimizar seus resultados. O treinamento intenso e específico pode aumentar a quantidade de fibras musculares do tipo II, melhorar a coordenação neuromuscular e até mesmo alterar a estrutura muscular de forma significativa.
Como o sistema muscular impacta a velocidade no sprint?
Conforme explica a Dra. Gilmara Tomadoce, o sistema muscular, em especial a musculatura das pernas, é fundamental para a velocidade em qualquer esporte, especialmente no sprint. As fibras musculares do tipo II, responsáveis pelas contrações rápidas e potentes, são as mais importantes para os corredores de velocidade. Quanto maior o número dessas fibras, maior a capacidade de produzir força de forma explosiva, o que é essencial para arranques rápidos e aceleração.

Além das fibras musculares, a capacidade de recrutamento motor também é crucial. Isso significa que um atleta precisa ser capaz de ativar o maior número possível de fibras musculares durante o sprint, o que depende da eficiência neuromuscular. A realização de exercícios de força, como levantamento de peso, pode aumentar a força máxima dos músculos, resultando em uma maior velocidade durante a corrida.
Como o sistema energético afeta a performance no sprint?
O sistema energético é outro fator fisiológico chave para a velocidade no esporte. Como demonstra a fisioterapeuta Gilmara Tomadoce, o sprint exige energia rápida e eficiente, que é fornecida principalmente pelo sistema anaeróbico, em que o corpo utiliza glicogênio muscular como combustível. Durante um sprint, os atletas dependem de um sistema de produção de energia rápido e sem a necessidade de oxigênio, o que limita a duração da corrida, já que o acúmulo de ácido lático pode levar à fadiga precoce.
Portanto, a capacidade de um atleta de manter a velocidade ao longo de um sprint está intimamente ligada à sua capacidade de usar o sistema anaeróbico de forma eficiente. O treinamento de sprints, combinado com treinos de resistência anaeróbica, ajuda a aumentar a eficiência desse sistema, permitindo que o atleta mantenha um desempenho máximo por mais tempo. Além disso, uma boa recuperação também é essencial, pois permite que o corpo repare os músculos e recupere o glicogênio de forma eficiente.
Em resumo, a velocidade no esporte não é determinada apenas pela vontade ou pelo esforço, mas por um conjunto de fatores fisiológicos que vão desde a genética até o sistema energético. Para a fisioterapeuta Gilmara Tomadoce, a combinação de fatores genéticos e um treinamento bem planejado pode melhorar significativamente a velocidade de um atleta, destacando a importância de uma abordagem holística para o desenvolvimento do desempenho atlético.