O Festival Alumiô 2026 transformou o Centro Histórico de João Pessoa, na Paraíba, em uma área de circulação cultural entre os dias 18 e 20 de setembro. Com entrada gratuita, a quinta edição do evento distribuiu sua programação por espaços como a Praça Antenor Navarro, a Vila do Porto, o BNB Cultural e bares do circuito histórico.
A proposta reuniu música, artes visuais, cortejos, feira criativa e atividades de formação em diferentes pontos da região central. Conforme a programação oficial do Festival Alumiô, foram 57 apresentações, com artistas da Paraíba e de outras partes do país. O formato aproximou shows e ações culturais de locais marcados pela arquitetura e pela memória urbana de João Pessoa.
Programação ocupou diferentes espaços do Centro Histórico
Ao espalhar a agenda por praças, casas culturais e estabelecimentos do circuito histórico, o festival criou uma experiência baseada no deslocamento do público entre os ambientes. A programação combinou palcos e atividades abertas, conectando a agenda musical à ocupação cultural de uma das áreas mais reconhecidas da capital paraibana.
Entre os nomes anunciados estiveram Mombojó, Ticuqueiros, Suraras do Tapajós, Camarones, Nervosa, Headspawn, Seu Pereira e Coletivo 401. A seleção também incluiu artistas e grupos independentes, com uma variedade de estilos que passou pelo rock, pela música independente, por ritmos regionais, pelo rap, pela música instrumental e por manifestações de matriz popular.
O balanço publicado pelo Portal BDig destacou a combinação entre apresentações musicais, arte visual e atividades culturais na edição realizada em João Pessoa. A diversidade da agenda permitiu que o festival reunisse diferentes públicos em uma programação concentrada no Centro Histórico, sem limitar a experiência a um único palco.
Shows dividiram espaço com formação e economia criativa
Além dos shows, o Festival Alumiô incluiu ações voltadas à formação e à produção cultural. A agenda teve conversa sobre o mercado da música na Paraíba, oficina de barro, oficina de carimbó, formação para técnicos de som, atividade sobre moda consciente e encontro dedicado à produção cultural.
Esse conjunto ampliou o caráter do evento. Em vez de concentrar a programação apenas no entretenimento noturno, o Alumiô articulou apresentações, aprendizado e iniciativas ligadas à economia criativa. A feira criativa e a exposição também fizeram parte da proposta, reforçando a presença de diferentes linguagens no circuito formado pelos espaços do Centro Histórico.
Os cortejos contribuíram para levar a programação para além dos palcos e aproximá-la das ruas. A combinação entre circulação, música e atividades abertas ajudou a estabelecer uma relação direta entre o festival e a paisagem urbana de João Pessoa, com acesso gratuito ao público durante os três dias principais.
Ressaca do Alumiô encerrou a programação
Após o encerramento oficial, o festival ainda teve uma atividade complementar em 21 de setembro. A chamada Ressaca do Alumiô contou com apresentação do Sanhauá Samba Clube e das Suraras do Tapajós, grupo que também integrou a programação principal do evento em 19 de setembro, conforme registro no site oficial das Suraras do Tapajós.
Com a extensão da agenda, a edição de 2026 ocupou o Centro Histórico por quatro dias consecutivos, considerando a atividade extra. O encerramento manteve a conexão do festival com a música brasileira e com manifestações coletivas realizadas em espaços urbanos, depois de uma programação que percorreu diferentes formatos e estilos.
O Festival Alumiô 2026 se destacou, assim, por reunir atrações musicais, arte, formação e convivência em uma mesma programação gratuita. Ao utilizar praças, equipamentos culturais e estabelecimentos do Centro Histórico de João Pessoa, o evento apresentou uma alternativa de experiência para o público de festas e shows: acompanhar artistas diversos enquanto circula por uma área histórica da capital paraibana.