O Fest In Brasil 2026 vai reunir artistas, pesquisadores e público em uma programação dedicada às conexões culturais entre o Brasil, Portugal e países africanos de língua portuguesa. A primeira edição do festival está marcada para os dias 26, 27, 28 e 29 de novembro de 2026, com atividades simultâneas em Niterói (RJ), Salvador (BA), Barueri (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).
De acordo com as informações divulgadas no site oficial do Fest In Brasil, a proposta combina apresentações musicais com workshops, rodas de conversa, exposições e ações de intercâmbio artístico. O projeto parte da relação histórica entre diferentes matrizes culturais lusófonas e gêneros presentes na música brasileira, como samba, maracatu, choro, axé e funk.
Artistas brasileiros e internacionais na programação
Entre os nomes internacionais anunciados estão a cantora portuguesa Cuca Roseta e os artistas africanos Filipe Mukenga, de Angola; Patche Di Rima, da Guiné; e Lenna Bahule, de Moçambique. A seleção aproxima diferentes tradições musicais e reforça o caráter internacional do festival, sem deixar de colocar a produção brasileira no centro da programação.
O elenco nacional inclui artistas e grupos de trajetórias diversas, como Nei Lopes, Lazzo Matumbi, Ilê Aiyê, Mateus Aleluia, Hamilton de Holanda, Mauricio Tizumba, Jair Oliveira e Luciana Mello. A presença desses nomes indica uma programação que transita por diferentes linguagens, gerações e territórios da música brasileira, com espaço para expressões ligadas à ancestralidade africana e à cultura popular.
Além dos shows, o festival prevê encontros voltados à troca de conhecimentos e à reflexão sobre os caminhos da música e das culturas lusófonas. A agenda também inclui exposições e atividades formativas, ampliando a experiência para além do palco e criando oportunidades de contato entre artistas, profissionais do setor e público.
Onde o festival será realizado
Em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, a programação está prevista para o Centro Cultural Cauby Peixoto. Em Salvador, a Praça Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, aparece como um dos espaços do evento. Já em Barueri, na Grande São Paulo, o público deve acompanhar as atividades no Parque da Juventude.
Brasília receberá ações no Museu Nacional da República, enquanto Belo Horizonte terá programação no SESC Palladium. A agenda de São Paulo ainda aparece como “a confirmar” no site oficial, portanto os locais e horários dessa etapa dependem de uma atualização posterior da organização. A distribuição por cidades permite que o projeto alcance públicos de diferentes regiões do país.
A escolha de espaços culturais, equipamentos públicos e áreas de convivência também aproxima o festival de contextos urbanos distintos. Em vez de concentrar todas as atividades em uma única sede, o Fest In Brasil propõe uma circulação simultânea, conectando a programação de grandes centros e fortalecendo a dimensão nacional do projeto.
Festival terá registro audiovisual e plataforma digital
O projeto não ficará restrito aos quatro dias de atividades presenciais. Segundo registro relacionado ao projeto audiovisual publicado no Diário Oficial da União, a iniciativa também prevê uma série documental voltada ao registro dos encontros culturais e musicais promovidos pelo festival.
A organização informa ainda que está prevista uma plataforma digital, além da produção destinada à televisão ou a serviços de streaming. Esses recursos podem ampliar o acesso aos conteúdos e preservar parte das apresentações, conversas e experiências realizadas nas seis cidades. A proposta é registrar não apenas os shows, mas também os processos de intercâmbio e as relações construídas ao longo do evento.
Com o calendário marcado para novembro de 2026, o Fest In Brasil se apresenta como uma nova iniciativa de música e cultura no país. A combinação entre atrações brasileiras e internacionais, programação educativa e presença em diferentes municípios coloca o festival no cruzamento entre entretenimento, circulação artística e valorização das heranças culturais compartilhadas pelo mundo lusófono.