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Festas e Baladas > Blog > Notícias > Tiago Oliva Schietti analisa como o consórcio se encaixa em uma estratégia de planejamento financeiro de longo prazo
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Tiago Oliva Schietti analisa como o consórcio se encaixa em uma estratégia de planejamento financeiro de longo prazo

Diego Velázquez
Diego Velázquez Publicado julho 22, 2026
Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti
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Patrimônio não se constrói por acaso, e por trás de qualquer processo consistente de acumulação de bens há quase sempre uma combinação de disciplina, escolha de instrumentos adequados e capacidade de manter o plano funcionando ao longo do tempo sem depender de condições excepcionais. Nesse contexto, o empresário Tiago Oliva Schietti, observa que o consórcio raramente é apresentado sob essa perspectiva: a maioria das pessoas o conhece como uma forma de comprar um bem específico, não como um componente de uma estratégia financeira mais ampla, e essa distinção muda completamente o critério pelo qual o produto deve ser avaliado. Quem começa a enxergá-lo como instrumento de construção patrimonial passa a fazer perguntas diferentes: não apenas “quando vou receber o bem”, mas “como esse produto se encaixa no que estou construindo”.

Contents
Disciplina financeira como estrutura, não como sacrifícioO consórcio como ferramenta de diversificação patrimonialQuando o lance vira alavanca estratégica?O perfil que mais se beneficia do consórcio como planejamento

Disciplina financeira como estrutura, não como sacrifício

O consórcio impõe um ritmo. Parcelas mensais, prazo definido, regras claras de participação: tudo isso cria uma estrutura que funciona como disciplina financeira compulsória para quem tem dificuldade em manter uma poupança ativa por conta própria. Diferente de uma aplicação financeira que pode ser resgatada a qualquer momento, o consórcio cria um comprometimento com o objetivo de longo prazo que resiste a impulsos de curto prazo. Esse efeito comportamental é subestimado na maioria das comparações entre produtos financeiros, mas tem impacto real sobre o resultado final de quem usa o instrumento com consistência.

A ausência de juros reforça esse efeito. Em um financiamento tradicional, parte relevante de cada parcela paga remunera a instituição financeira pelo capital adiantado. No consórcio, o que é pago vai integralmente para o fundo comum do grupo, com exceção da taxa de administração. Ao longo de um contrato de dez anos, essa diferença se traduz em um custo total significativamente menor, o que preserva mais patrimônio nas mãos de quem contrata. Para Tiago Oliva Schietti, esse é o argumento central para incluir o consórcio em qualquer análise séria de planejamento financeiro de médio e longo prazo.

O consórcio como ferramenta de diversificação patrimonial

Quem já tem reservas financeiras em renda fixa ou variável pode usar o consórcio como um componente de diversificação voltado especificamente para a aquisição de ativos reais. Imóveis e veículos têm comportamento de preço distinto de aplicações financeiras, e acessá-los por meio do consórcio, sem o custo dos juros de um financiamento, permite construir uma carteira patrimonial mais equilibrada sem comprometer a liquidez das reservas já existentes.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Essa estratégia funciona especialmente bem para quem pensa em adquirir um segundo imóvel, seja para renda de aluguel, seja para valorização de longo prazo. Em vez de imobilizar um volume grande de capital em uma compra à vista ou assumir o custo de um financiamento, o consorciado distribui o esforço financeiro ao longo do tempo e ainda mantém a flexibilidade de antecipar a contemplação por lance quando as condições forem favoráveis. Na perspectiva de Tiago Oliva Schietti, esse uso do consórcio como instrumento de diversificação é ainda pouco explorado por pessoas físicas que já têm alguma maturidade financeira, mas representa uma das aplicações mais eficientes do produto.

Quando o lance vira alavanca estratégica?

O lance é o mecanismo que transforma o consórcio de um produto passivo em uma ferramenta ativa de planejamento. Quem entra em um grupo com reservas disponíveis pode ofertar um lance nas primeiras assembleias e antecipar a contemplação de forma calculada, sem depender do sorteio. Isso muda completamente o perfil de uso do produto: em vez de aguardar anos pela contemplação, o consorciado com estratégia pode acessar a carta de crédito em poucos meses, com um custo total ainda muito inferior ao de um financiamento equivalente.

O lance pode ser dado com recursos próprios ou, em alguns grupos, com parte da própria carta de crédito, o que permite participar mesmo sem reservas externas significativas. Cada modalidade tem implicações diferentes sobre o saldo devedor e sobre o valor efetivo da carta disponível após a contemplação, e entender essas diferenças é parte do planejamento. Tiago Oliva Schietti aponta que quem domina a lógica do lance passa a enxergar o consórcio não como um produto de prazo indeterminado, mas como um instrumento com cronograma possível de ser gerenciado ativamente.

Dentre esse quesito, fica válido o questionamento: como usar o lance no consórcio como estratégia? A resposta é identificando o percentual médio dos lances vencedores nas assembleias anteriores do grupo, reservando recursos equivalentes antes de aderir e ofertando o lance nas primeiras assembleias, quando a concorrência tende a ser menor e as chances de contemplação são maiores.

O perfil que mais se beneficia do consórcio como planejamento

Nem todo perfil financeiro extrai o mesmo valor do consórcio. O produto funciona melhor para quem tem horizonte de médio e longo prazo, não depende do bem imediatamente, tem ou pretende construir reservas para dar um lance estratégico e valoriza a previsibilidade de custo ao longo do tempo. Esse perfil é mais comum do que parece: inclui quem está construindo o primeiro patrimônio imobiliário, quem quer expandir uma frota de veículos para uso profissional e quem pensa em adquirir um imóvel adicional sem comprometer o equilíbrio financeiro atual.

O consórcio também se encaixa bem em momentos de juros elevados, quando o custo do financiamento sobe e a diferença de custo entre as duas modalidades se amplia. Nesses períodos, a economia gerada pela ausência de juros no consórcio é mais expressiva, e o produto passa a ser competitivo mesmo para perfis que em outro momento poderiam optar pelo financiamento sem grande impacto no custo total. Como descreve Tiago Oliva Schietti, o consórcio não é o instrumento certo para toda situação, mas para quem se encaixa no perfil adequado e o usa com planejamento, ele representa uma das formas mais eficientes de construir patrimônio real ao longo do tempo sem pagar o preço dos juros que corrói silenciosamente o resultado de quem escolhe o caminho mais imediato.

Tag:O que aconteceu com Tiago Oliva SchiettiQuem é Tiago Oliva SchiettiTiago Oliva SchiettiTiago Oliva Schietti CVMTiago SchiettiTiago Schietti CVMTudo sobre Tiago Oliva Schietti
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