A Reforma Tributária é um dos temas mais relevantes para o ambiente empresarial brasileiro, especialmente diante da criação do IBS e da CBS. Alberto Toshio Murakami, ex-auditor, contribui para a compreensão desse cenário ao destacar que as mudanças não se limitam à legislação, mas afetam diretamente a rotina operacional das empresas.
Neste artigo, buscamos apresentar e abordar os principais impactos da reforma, as alterações na lógica de tributação, os desafios práticos de adaptação e como as organizações podem se preparar para esse novo modelo. Leia até o fim e confira!
O que muda com o IBS e a CBS na prática?
O principal objetivo da Reforma Tributária é simplificar o sistema e reduzir a cumulatividade. Na prática, isso significa que os tributos passam a incidir de forma mais transparente, com possibilidade de aproveitamento de créditos ao longo da cadeia. Essa lógica altera a maneira como empresas registram suas operações e apuram seus tributos.
Com o IBS e a CBS, a tendência é que a base de cálculo seja mais padronizada, reduzindo distorções entre diferentes regimes e setores. No entanto, essa simplificação conceitual exige maior rigor operacional. A correta identificação das operações, a classificação adequada e o controle dos créditos passam a ser elementos centrais para evitar inconsistências.
Segundo Alberto Toshio Murakami, a nova estrutura exige integração entre áreas, principalmente tendo em vista que, as informações fiscais precisarão estar alinhadas com dados financeiros, comerciais e operacionais. Sem essa integração, a empresa corre o risco de gerar divergências que podem comprometer a apuração correta dos tributos.
Como a Reforma Tributária impacta a organização interna das empresas?
A implementação do novo modelo tributário exige mudanças significativas na organização interna. Processos que antes funcionavam de forma isolada precisarão ser revisados para garantir consistência e integração. Isso envolve desde a revisão de cadastros até a atualização de sistemas e rotinas de conferência.
Empresas que possuem controle interno estruturado tendem a enfrentar esse processo com maior segurança. Já aquelas que operam com baixa padronização podem encontrar dificuldades para adaptar suas rotinas. Alberto Toshio Murakami, ex-auditor, destaca que a reforma evidencia a importância da organização fiscal como elemento central da gestão.
Quais desafios práticos as empresas devem enfrentar?
Apesar da proposta de simplificação, a transição para o novo sistema traz desafios relevantes. Um dos principais é a convivência entre o modelo atual e o novo durante o período de transição. Isso exige que empresas operem com duas lógicas tributárias simultaneamente, aumentando a complexidade da gestão.

Outro desafio está relacionado à adaptação tecnológica, dado que, os sistemas de gestão precisarão ser atualizados para suportar novas formas de cálculo, controle de créditos e integração de dados. Empresas que não investirem nessa atualização podem enfrentar dificuldades operacionais e risco de inconsistências.
A revisão de contratos também se torna necessária, informa Alberto Toshio Murakami, já que a mudança na tributação pode impactar preços, margens e condições comerciais, dessa forma, é fundamental que a empresa avalie como a nova estrutura tributária afeta suas relações com fornecedores e clientes, evitando desequilíbrios e prejuízos.
Como se preparar para o novo cenário tributário?
A preparação para a Reforma Tributária deve começar com um diagnóstico detalhado. É necessário entender como a empresa está estruturada atualmente, quais são seus processos, suas fragilidades e seus pontos de atenção. A partir disso, torna-se possível definir um plano de adaptação. A organização interna é um dos pilares desse processo, e as empresas que investem em controle, padronização e revisão de rotinas tendem a se adaptar com mais facilidade. Tornando a antecipação fundamental para reduzir impactos e evitar decisões precipitadas.
Outro aspecto importante é a análise estratégica. A reforma não afeta apenas a operação fiscal, mas também a competitividade da empresa. Avaliar como a nova tributação influencia custos, formação de preços e posicionamento de mercado é essencial para manter a sustentabilidade do negócio.
Em síntese, a Reforma Tributária deve ser encarada como uma oportunidade de aprimoramento. Ao revisar processos, atualizar sistemas e fortalecer a gestão fiscal, a empresa não apenas se adapta às novas regras, mas também melhora sua eficiência. Nesse contexto, Alberto Toshio Murakami evidencia que compreender o IBS e a CBS vai além da teoria, sendo um passo importante para construir uma gestão mais organizada, segura e preparada para o futuro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez